Giovanni Pascoli – Alba festiva

Che hanno le campane, che squillano vicine, che ronzano lontane? E’ un inno senza fine, or d’oro, ora d’argento, nell’ombre mattutine. Con un dondolio lento implori, o voce d’oro, nel cielo sonnolento. Tra il cantico sonoro il tuo tintinno squilla voce argentina – Adoro, adoro – Dilla, dilla, la nota…

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Giovanni Pascoli – Il giorno dei morti

Io vedo (come è questo giorno, oscuro!), vedo nel cuore, vedo un camposanto con un fosco cipresso alto sul muro. E quel cipresso fumido si scaglia allo scirocco: a ora a ora in pianto sciogliesi l’infinita nuvolaglia. O casa di mia gente, unica e mesta, o casa di mio padre,…

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O amor offendido e vengado

A Violação da Fé conjugal tem sempre arrastado em seu sequito as mais grandes desgraças. Não se póde lançar os olhos sobre a historia, sem que se ache disto mil exemplos funestos. Os Gallos Belgicos nos offerecem hum, capaz de fazer impressão sobre os corações, que não forem inteiramente privados…

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Alexandre Herculano – O alcalde de Santarem

I O guadamellato é uma ribeira que, descendo das solidões mais agras da Serra Morena, vem através de um territorio montanhoso e selvatico desaguar no Guadalquivir pela margem direita, pouco acima de Cordova. Houve tempo em que nestes desvios habitou uma população numerosa: foi nas eras do dominio sarraceno em…

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Mario de Sa-Carneiro – Nossa Senhora de Paris

Listas de som avançam para mim a fustigar-me Em luz. Todo a vibrar, quero fugir… Onde acoitar-me?… Os braços duma cruz Anseiam-se-me, e eu fujo tambem ao luar… Um cheiro a maresia Vem-me refrescar, Longinqua melodia Toda saudosa a Mar… Mirtos e tamarindos Odoram a lonjura; Resvalam sonhos lindos… Mas…

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Mario de Sa-Carneiro – Certa voz, na noite ruivamente

Esquivo sortilégio o dessa voz, opiada Em sons côr de amaranto, ás noites de incerteza, Que eu lembro não sei d’Onde—a voz duma Princesa Bailando meia nua entre clarões de espada. Leonina, ela arremessa a carne arroxeada; E bêbada de Si, arfante de Beleza, Acera os seios nus, descobre o…

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Mario de Sa-Carneiro – Salomé

Insónia rôxa. A luz a virgular-se em mêdo, Luz morta de luar, mais Alma do que a lua… Ela dança, ela range. A carne, alcool de nua, Alastra-se pra mim num espasmo de segrêdo… Tudo é capricho ao seu redór, em sombras fátuas… O arôma endoideceu, upou-se em côr, quebrou……

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Mario de Sa-Carneiro – Taciturno

Ha Ouro marchetado em mim, a pedras raras, Ouro sinistro em sons de bronzes medievais— Joia profunda a minha Alma a luzes caras, Cibório triangular de ritos infernais. No meu mundo interior cerraram-se armaduras, Capacetes de ferro esmagaram Princesas. Toda uma estirpe rial de herois d’Outras bravuras Em mim se…

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Arrigo Boito – Il trapezio

Savio Meng-pen, discepolo mio prediletto, fin da quel giorno in cui la paralisi m’irrigidì la lingua (e fu in sul principio di questa luna), tu mi sei stato sempre vicino, hai soccorso ai bisogni del mutolo ora indagando il mio cenno, or seguendo con l’occhio, e come anche ora fai,…

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Arrigo Boito – Iberia

I. L’epoca di questo fatto ci è ignota; il paese è la Spagna. Un cavallo corre furiosamente per campi deserti, un cavaliere lo sprona, nero l’uno, nero l’altro; ravvolti nelle pieghe d’un immenso mantello, sembrano una nuvola d’uragano che voli, radendo la terra, col fulmine in grembo. Il cavaliere nasconde…

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